SEGUIDORES

23.2.13

Iona IBA

IBA (Important Bird Areas - Áreas Importantes de Aves) é um conceito criado pela Bird Life International, com vista à conservação ornitológica.

A IBA do Iona comporta toda a área do Parque Nacional, o maior de Angola, com a área de 1.515.000 ha.

É uma área riquíssima em avifauna.

Compreenda mais descarregando o ficheiro

21.2.13

Avestruz






Quem, como eu, viveu mais de 20 anos no deserto do Namibe e presenciou a avestruz no seu habitat natural, acha, no mínimo, estranho o "provérbio" ou o dito "meter a cabeça na areia como a avestruz".

Esta ave não faz nada disso, posso eu garantir.

Há alguns anos fiquei abismado com um jornalista que, a pretexto de qualquer coisa que pretendia dizer sobre jogadores de futebol, escreveu algo como isto: "olhos mortiços e cara de estúpido como a avestruz". Coisas de quem se mete a dissertar sobre aquilo que não conhece e que se socorre, alarvemente, de lugares-comuns.

Antes do mais a avestruz nunca apresenta olhos mortiços, tanto assim que os seus olhos são os maiores do mundo ornitológico. Depois porque se alguma coisa há que é característica desta ave é, precisamente, o seu olhar: sempre vivo, perscrutando atentamente o território, alerta constante contra os predadores.

Esta é apenas uma das características que fazem com que, depois do seu surgimento na Terra, no Eocénico, entre 40 a 55 milhões de anos atrás, este animal continue vivo. Se tivesse os comportamentos que lhe apontam, não teria sobrevivido.

É este o sentido da estupidez humana: atribuir a outros a sua própria ignorância.

Para saber isto e algo mais descarregue o ficheiro

15.9.11

Palanca-negra a Património da Humanidade


Está na internet uma petição para elevar a Palanca-negra a Património da Humanidade.

Pelo que verifiquei trata-se da Palanca-negra-gigante. Os promotores deveriam ter especificadoessa questão.

Para aderires à causa segue a ligação abaixo e, na página que surgir, clica em "Join Cause", à direita do vídeo.


23.5.11

Palanca-negra-gigante

coleção EcoHaria nº 1


Falar da Palanca-negra leva-nos, sem delongas, ao ex-líbris de Angola, ao símbolo pintado na cauda dos aviões da TAAG e à mascote da seleção de futebol. Trata-se da Palanca-negra-gigante, o amor maior de Angola, a Palanca-real.

Esteve perto da extinção mas os tempos de perigo começam a desvanecer-se.


clique no título para descarregar o PDF no eBiblos

24.3.11

IberLinx

IberLinx
[clique na imagem para aceder ao IberLinx]



Acaba de ser lançado o portal Iberlinx , produzido no âmbito do projecto de cooperação transfronteiriça do mesmo nome. O projecto está a ser implementado no âmbito das acções ibéricas de conservação do lince-ibérico e do desenvolvimento dos territórios onde se realiza essa conservação. O projecto resulta de uma parceria estabelecida entre a EDIA, a Águas do Algarve, a Junta de Andaluzia e o município espanhol de Valencia del Mombuey.



“Em 2008 com a publicação em 6 de Maio do Despacho que cria o PACLIP – Programa de Acção para a Conservação do lince – ibérico em Portugal resultou claro e formal que a região de Moura – Barrancos teria um papel importante e prioritário na reintrodução e conservação do lince – ibérico. A importância nacional e local do objectivo motivaram a EDIA a contribuir para a sua concretização.

Os parceiros resultaram óbvios da análise feita nessa altura: a Junta de Andalucia, um centro de competências, com resultados concretos, que poderia guiar – nos na execução de acções úteis de forma eficiente, a Águas do Algarve, uma empresa também de capitais públicos, que se encontrava nessa altura empenhada na construção do CNRLI – Centro Nacional de Recuperação do lince – ibérico; o Ayuntamiento de Valencia del Mombuey, vizinho a norte da Herdade da Coitadinha, com uma área importante e parceiro de outros projectos conjuntos.”

Assim nasceu a candidatura POCTEP – IBERLINX, que foi aprovada em 23 de Fevereiro de 2009 e que hoje, com cerca de 20 meses de execução, aqui apresentamos os resultados.” [Ler+]

3.3.11

Conferência "Gestão e Conservação de Habitats e Flora Associada"




Em 25 de março de 2011 decorrerá no Instituto Politécnico de Coimbra uma conferência onde será analisada a gestão dos habitats naturais e seminaturais em Portugal, e será apresentado um conjunto excecional de trabalhos  onde se discutirá a conservação dos habitats e flora associada no contexto das grandes alterações que ocorrem nos usos do solo.


(Texto redigido conforme o Novo Acordo Ortográfico .)

18.1.11

Paremos Belo Monte!

O Presidente do IBAMA se demitiu na quarta-feira passada devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.

A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença – ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar.

Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte – ela será entregue em Brasília, vamos conseguir 300.000 assinaturas:
https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Abelardo Bayma Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.

A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém, em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima das proteções ambientais legais – ao menos não sem comprarem uma briga.

A hidrelétrica iria inundar 64.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.

Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política – a não ser claro, que um número suficiente de nós da sociedade, nos dispormos a erguer nossas vozes e nos mobilizar.
A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro.O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar.

Vamos desafiar a Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa: parar Belo Monte, assine agora:
https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nos, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, o qual todos nós podemos ter orgulho.

Com esperança

Ben, Graziela, Alice, Ricken, Rewan e toda a equipe da Avaaz



Fontes:

Belo Monte derruba presidente do Ibama:
http://colunas.epoca.globo.com/politico/2011/01/12/belo-monte-derruba-presidente-do-ibama/

Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos:
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte-sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.html

Vídeo sobre impacto de Belo Monte:
http://www.youtube.com/watch?v=4k0X1bHjf3E

Uma discussão para nos iluminar:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101224/not_imp657702,0.php

Questão de tempo:
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/01/13/questao-de-tempo-356318.asp

Dilma: desenvolvimento com preservação do meio ambiente é "missão sagrada":
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110101161250&assunto=27&onde=Politica

Em nota, 56 entidades chamam concessão de Belo Monte de 'sentença de morte do Xingu':
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/08/26/em-nota-56-entidades-chamam-concessao-de-belo-monte-de-sentenca-de-morte-do-xingu-917481377.asp

Marina Silva considera 'graves' as pressões sobre o Ibama:
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,marina-silva-considera-graves-as-pressoes-sobre-o-ibama,475782,0.htm

Segurança energética, alternativas e visão do WWF-Brasil:
http://assets.wwfbr.panda.org/downloads/posicao_barragens_wwf_brasil.pdf

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22.9.10

Novas Áreas Protegidas em Angola

ler + em Angop



Os técnicos do Ministério do Ambiente, reunidos em conselho consultivo no Huambo, determinaram a floresta do Maiombe como uma área restrita de conservação ambiental, como modo de prevenir a degradação da sua biodiversidade.

A floresta do Maiombe, na província de Cabinda, está ameaçada devido à pressão humana fundamentada na exploração selectiva e não sustentável de madeira, na agricultura itinerante e na caça furtiva.

Para além do Parque do Maiombe o conselho consultivo aprovou também outras duas Áreas de Conservação: o Parque Nacional do Mussuma, no Moxico e Parque Nacional do Luiana, no Kuando-Kubango.

De acordo com a ministra do Ambiente, Fátima Jardim, que orienta os trabalhos, o sector está a realizar trabalhos de investigação e levantamentos para que possa aprovar novas áreas e garantir, através de políticas consertadas, a devida conservação destes espaços.





ler + sobre a Floresta do Maiombe (em inglês)

ler + em AngoNotícias
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Alterações climáticas piores do que as guerras


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Fátima Jardim, ministra do Ambiente de Angola, ao discursar nas XIV Jornadas da FESA como presidente do Comité Planeta Terra, afirmou que as alterações climáticas têm feito mais refugiados do que as guerras. Estima-se que na década passada mais de dois biliões de pessoas tenham sido afectadas pelas catástrofes naturais.

Disse Fátima Jardim que a água transforma a gestão dos recursos hídricos num dos assuntos globais prioritários para a Humanidade, pois determina a paz, o progresso universal e o futuro das condições de vida no planeta.

A gestão dos recursos hídricos pressupõe a apreciação de aspectos multidisciplinares que compreendem questões hidrogeológicas e ecológicas da qualidade da água, ordenamento do território e planeamento de critérios de segurança e sustentabilidade para qualificar o ambiente e o desenvolvimento socioeconómico.

“As recentes precipitações no Cunene, Kuando Kubango, Moxico, Luanda e outras províncias do país confirmaram o alto nível de incidência de riscos das cheias e débil gestão integrada dos recursos hídricos, sobretudo da região do Cunene que ocasionou 22 mil deslocados ambientais, casas destruídas e 85% dos agregados familiares em vulnerabilidade social extrema e insegurança alimentar”, referiu a ministra.

A água, por existir em quantidades finitas, constitui um dos pilares do desenvolvimento, daí o respeito por ela ser universal e cheia de simbolismos desde o baptismo à ciência, pois é indispensável à sobrevivência de todos os seres vivos e uma das componentes essenciais da vida.

A questão da água interpela a Humanidade no plano ético, no plano da justiça e da solidariedade, faz dedicar e abordar assuntos de interesse multidiversificado que se inscrevem em programas temáticos incluindo a economia, a ecologia, as mudanças climáticas, a tecnologia, a desflorestação e a poluição, pelo que se quer a política da água integrada na viabilidade económica de qualquer região.


ler + em Angop


17.9.10

Baleia de Bossa Salva no Soyo




por Sheryl Maruca

A manhã de sábado, dia 17 de Julho de 2010 começou como qualquer outra no Soyo, Angola. Porém, cerca das 8:00 da manhã, um pescador aproximou-se da ponte-cais da Angola LNG e contou aos marinheiros dos barcos que aí se encontravam que tinha visto qualquer coisa invulgar dentro da baía, a cerca de 500 m de terra.

A mensagem foi comunicada ao Coordenador de Segurança, Francisco Martins, que alertou o Consultor de Vida Selvagem, Warren Klein. Com a notícia a circular nos rádios, o Consultor de Segurança da ALNG, Paul Buys, e a Directora de Desenvolvimento Sustentável,
Sheryl Maruca, dirigiram-se a uma das pontes-cais em construção para ver se conseguiam enxergar o que havia de estranho na baía. Através dos binóculos, conseguiram então distinguir um mamífero marinho qualquer que se conservava imóvel, apenas movendo uma barbatana de vez em quando. Entretanto, Warren e o Consultor de Tartarugas Marinhas da Angola LNG, Nicole Mann, foram pedir ajuda a um dos rebocadores da Base do Kwanda. Warren já estava a congeminar um plano de salvamento do bicho.

O Final Feliz

Quando todos voltaram de novo à ponte-cais da Angola LNG, Warren, Nicole, Sheryl, Paul e Martins saltaram para um dos barcos de apoio e dirigiram-se à baleia (pois era disso que se tratava), que se tinha de algum modo desorientado e entrado pela foz do Rio Congo adentro, até encalhar num baixio da Baía Diogo Cão. Tratava-se de uma baleia-de-bossa jovem com cerca de 8 metros de comprimento, que tinha encalhado no banco de areia e não conseguia libertar-se.

Nós sabíamos que as baleias-de-bossa migram da ponta meridional da África do Sul para norte, ao longo da costa atlântica, até ao mar do Gabão, onde dão à luz. Já antes as tínhamos visto no mar a cerca de um quilómetro da costa, mas nunca dentro da Baía Diogo Cão.



Antes de subirmos a bordo do barco de apoio, pegámos numa fita de nylon para a passarmos à volta da cauda da baleia. O nosso plano era, depois de laçar a cauda, rebocar o animal devagar até ao mar aberto. O plano era bom, mas de difícil concretização inicialmente, pois a baleia agitava a grande barbatana da cauda, fazendo balouçar os barcos.



Quando descobrimos que Warren Klein e Michael Broussard (da Acergy) tinham pé no baixio e podiam aproximar-se dela para passarem a fita de nylon à volta da cauda, as coisas ficaram mais fáceis — mas foram precisas algumas horas para descobrir como fazer isso e confirmar que a água era suficientemente baixa para se poder andar nela de pé. Depois de Warren e Michael terem conseguido amarrar a fita à cauda, um segundo barco em que estávamos foi ao rebocador, passou um cabo de reboque por cima da baleia e amarrou-o à extremidade da fita de nylon presa à cauda. Então o rebocador arrastou a baleia muito lentamente para o mar e logo que lá chegámos, o cabo foi puxado para permitir que o rebocador se aproximasse da baleia e, quando isso aconteceu, cortou-se a fita de nylon.






A última fotografia mostra a baleia a afastar-se e a soprar a dizer adeus.








cf. "Baleia de Bossa Salva" in Angola LNG

16.9.10

Conservação das Tartarugas Marinhas em Angola




A Angola LNG tem vindo a desempenhar um papel muito significativo na protecção da biodiversidade em Angola e no local do projecto. Quando, em 2006, se descobriu que as Tartarugas-Oliva (Lepidochelys Olivacea) nidificavam na praia norte da Ilha do Kwanda, no Soyo, deu-se uma resposta imediata visando atenuar qualquer risco que a espécie pudesse correr durante a fase de construção do projecto.

Em finais de 2006 foi dado novo passo no sentido da protecção do ambiente e da biodiversidade com a realização de um trabalho de avaliação das actividades de nidificação das tartarugas marinhas na Península da Sereia. Quando se descobriu que também esta área era utilizada como zona de nidificação e que muitas tartarugas eram caçadas e os ninhos pilhados, a Angola LNG associou-se à Wildlife Conservation Society (WCS) para pôr em execução um programa de conservação com o apoio da comunidade.
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Desde que foram iniciados, os programas de gestão das tartarugas marinhas da Ilha do Kwanda e da Península da Sereia tiveram um sucesso de 85% no que toca à taxa de nascimentos e recolheram dados vitais sobre a população das tartarugas marinhas de Angola, que estão a ser partilhados a nível nacional e internacional com organizações como a WCS.




Por outro lado, o Projecto Sereia, um programa de cooperação entre a Angola LNG e os pescadores locais, está em vias de passar para a responsabilidade dos angolanos. Os programas são actualmente dirigidos por vários consultores e um técnico da vida selvagem da Angola LNG, com a colaboração de um especialista internacional de tartarugas marinhas de renome internacional e da WCS.



cf. Programas de Controlo e Conservação das Tartarugas Marinhas, in Angola LNG.

14.12.08

O primeiro dinossauro angolano

Uma equipa de investigadores de Angola, E.U.A., Holanda e Portugal desenvolve uma campanha de estudos paleontológicos, com trabalhos de campo no Namibe entre 2005 e 2007. Descobriram o primeiro dinossauro angolano.





O deserto do Namibe nasceu há 100 milhões de anos, numa altura em que o Atlântico era ainda um projecto da Natureza e Pangeia não se tinha dividido totalmente. É de supor, portanto, que a costa angolana seja um lugar privilegiado para os estudos paleontológicos.

Agora que o espectro da guerra se dissipou, uma equipa de investigadores de Angola, E.U.A., Holanda e Portugal, de entre os quais o pioneiro angolano dos estudos sistemáticos sobre répteis e peixes cretácicos, o paleontólogo Miguel Telles Antunes, desenvolve uma campanha de estudos denominada PaleoAngola, com trabalhos de campo realizados entre 2005 e 2007 numa zona entre o sul de Ambriz e o norte do Namibe.

“«Cuidado para não pisarem os fósseis, já cá estamos», alertou Michael Polcyn. As escavações concentraram-se numa área bastante pequena, mas extremamente rica em fósseis. Era impossível não caminhar sobre dentes e ossos com mais de 65 milhões de anos. O Namibe é o paraíso para quem estuda estes animais. O terreno é seco e arenoso com pequenos vales que escorrem de um planalto em direcção ao oceano. Muitas dessas encostas expõem ossos fossilizados e a quantidade de fósseis permitir-nos-á «construir uma imagem muito mais clara da vida no oceano no final da idade dos dinossauros», explicou Polcyn.”

Foram encontrados mosassauros, os grandes predadores marinhos da época aparentados com os lagartos monitores, pterossauros, os répteis voadores e plesiossauros, répteis essencialmente piscívoros, descobertas “bastante importantes, já que são os mais completos plesiossauros encontrados na costa ocidental africana” e que ajudam “a co-relacionar a distribuição destes animais no «proto-Atlântico» que se formava no final da era dos dinossauros».”

A jóia da coroa da expedição foi a descoberta do paleontólogo Octávio Mateus: um dinossauro “aparentado com os diplodocóides, um grupo de saurópodes em declínio naquela época”, achado de grande importância uma vez que os únicos saurópodes “que se conhecem do Cretácico Superior de África foram recolhidos em Madagáscar, no Egipto e no Níger, ou seja, a mais de 2.500 km de distância. Este é, portanto, o primeiro dinossauro de Angola e uma das poucas ocorrências de dinossauros saurópodes na África subsaariana […] com cerca de 90 milhões de anos.

Sabia-se que Angola era rica em répteis do Cretácico, mas só agora compreendemos a diversidade daquelas águas. Pelo menos sete espécies de mosassauros, duas de plesiossauros, uma de dinossauro, outra de pterossauro, algumas tartarugas marinhas e dezenas de espécies de peixes foram encontradas, mas ainda há muito trabalho por fazer. Depois de três campanhas imersos naquilo que faz lembrar a versão cretácica da costa dos Esqueletos, a contagem de espécimes parece não terminar.”

admário costa lindo


fonte e citações:
CASTANHINHA, Octávio Mateus e Rui. Grande Angular, PaleoAngola, Predadores do Atlântico primitivo, National Geographic Portugal nº 91, Lisboa, Outubro 2008.

4.12.08

Amor de índio

O Angola Haria esteve de férias forçadas. Continua ainda, na verdade. Foi o pulso direito que parti e que me impediu de escrever, é agora (desde 17 de Outubro, imagine-se) um problema qualquer na linha telefónica que não há meio de se resolver… (já aqui disse que a zona onde moro é desprivilegiada, tirando a época de eleições… depois chamam-me nomes… e qualquer dia levam-me a tribunal… modismo cá pelo burgo!)


Foi tempo de aproveitar para pôr a leitura em dia, escrever e arrumar biblioteca e arquivos.
Foi assim que revi e reli isto que vos mostro.

AMOR DE ÍNDIO1 “Fiquei emocionada com uma foto que vi no jornal Folha de S. Paulo de Novembro do ano passado, mostrando uma índia com o filho no colo, amamentando um filhote de porco do mato. É incrível o amor dos índios pela natureza. Gabriela Dias Rodrigues, São Paulo, SP” - “Nós também gostamos, Gabriela. Tanto que a estamos publicando nesta secção. A foto, de Pisco Del Gaiso, ganhou o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha, no ano passado em Madri.”




Lembro-me de, há não muito tempo, um autarca deste jardim-à-beira-mar-plantado ter dito à rádio e à televisão – pois claro, o que seria de certos indivíduos se não houvesse essa coisa chamada cobertura mediática – com um desplante no mínimo boçal, qualquer coisa como isto: “ - E vamos ter que parar a construção da estrada por causa de um rato! Isto é incrível!”



Incrível é a mentalidade do senhor plejidente da junta-câmara-ou-seja-lá-o-que-for. Deste e de outros. É aquilo que nos mostra o detentor do poder em Portugal, grande parte das vezes: ignóbil porque abjecto e analfabruto porque se arroga princípios de sabedoria saloia (sem desprimor para os ditos) quando não passa de um ignorante que se recusa ver as evidências que lhe são demonstradas.


Em causa estava o habitat do rato-de-cabrera, Microtus cabrerae, irremediavelmente destruído se a construção da estrada prosseguisse.


O rato-de-cabrera2 é um roedor “especial porque só ocorre na Península Ibérica” e que, “não estando em perigo de extinção, encontra-se porém ameaçado”, uma espécie com o estatuto de “rara”. “Só a nossa vontade de proteger o seu habitat dá garantias para a sua sobrevivência.”
“A situação do rato de cabrera não é das mais animadoras. Para Paula Canha,3 «a população destes ratos está em declínio, sobretudo nas zonas mais junto do litoral onde funcionam explorações agrícolas com uso intensivo do solo. Onde se mantiver a agricultura típica desta região é possível a conservação do seu habitat», conclui. Pastoreio intensivo, cultura com rotação e pousios, que alguns agricultores insistem em manter através dos tempos, são essenciais para o equilíbrio natural desta espécie.”


A imagem abaixo representa o habitat do rato-de-cabrera, um ciclo de vida natural que, mesmo com a intervenção do homem do tractor – mantendo a técnica agrícola tradicional - consegue ser sustentável. Imaginem o que seria tudo isto cortado por uma estrada de alcatrão! O equilíbrio ecológico seria destruído: os animais e plantas desapareceriam, pelo solo passaria a erosão e o homem limitar-se-ia a arar um deserto. Nada mais estúpido!



legenda
1. Rato-de-cabrera, Microtus cabrerae - A. macho, B. fêmea, C. recém-nascido, D. juvenil da 1ª semana, E. juvenil 2ª/3ª semanas, F. juvenil do último estádio; 2. Ralo, Gryllotalpa gruyllotalpa; 3. Minhoca, Lumbricus sp.; 4. Louva-a-deus, Mantis religiosa; 5. Cão, Canis lupus familiaris; 6. Garça-boieira, Bubulcus ibis; 7. Argiope, Argiope bruennichi; 8. Boi, Bos sp.; 9. Cavalo, Equus sp.; 10. Ovelha, Ovis sp.; 11. Cegonha-branca, Ciconia ciconia; 12. Junco, Scirpus holoschoenus; 13. Coruja-das-torres, Tyto alba; 14. Sobreiro, Quercus suber; 15. Águia-de-asa-redonda, Buteo buteo; 16. Peneireiro-vulgar, Falco tinnunculus; 17. Doninha, Mustela nivalis; 18. Toirão, Mustela putorius; 19. Raposa, Vulpes vulpes; 20. Gineta, Genetta genetta.

“Mas que importância tem isto mais esta dúzia de animalecos inúteis?” – perguntará o senhor plejidente.


A índia da foto, ao alimentar a cria do porco do mato, está a reparar um mal talvez provocado por algum plejidente-caçador que lhe matou a mãe.


A índia nunca será plejidente, mas sabe a resposta que lhe foi transmitida pelos avós, que recolheram da Natureza a sabedoria necessária:


- Quem despreza a Natureza, quem não respeita animais nem plantas, não respeita o Homem, Homo sapiens, o espécime colocado no topo da Pirâmide Natural!

Sem nós, a Terra sobreviveria; sem ela, no entanto, nós não poderíamos sequer existir.”4

admário costa lindo


Ver mais, do mesmo: outra imagem, outras palavras:
A nossa celebrada inteligência I
A nossa celebrada inteligência II

notas
1. Cartas, As opiniões de nossos leitores, Os Caminhos da Terra, Ano 3 Nº 1, Editora Azul, São Paulo, 21.01.1994.
2. citações e imagens: Sérgio Coimbra, Nuno Correia, Fernando Correia e Nuno Farinha. E o Campo Pariu um Rato, National Geographic Portugal, nº 21, Dezembro 2002.
3. licenciada em biologia e professora na Escola Secundária de Odemira.
4. Alan Weisman. O Mundo Sem Nós, Estrela Polar, Cruz Quebrada, 2007.

18.8.07

Boa Vista Até Quando?



A ilha da Boa Vista é a terceira maior de Cabo Verde e a menos povoada. Assente numa extensa plataforma subaquática, é a região do arquipélago que ostenta a maior biodiversidade e os recursos em melhor estado de conservação. A tranquilidade, porém, pode estar por um fio. A aprovação de projectos hoteleiros para mais 30 mil camas, a construção de um aeroporto internacional e a pressão política para que sejam desclassificadas algumas áreas protegidas ameaçam inundar a ilha de turistas.

Centenas de tartarugas-comuns encontram na Boa Vista o território ideal para desovar, entre Junho e Novembro. Para acompanhar o fenómeno, o biólogo Pedro López trocou Espanha pela Boa Vista, desdobrando-se em trabalhos para a associação Cabo Verde Natura 2000, o Instituto Canário de Ciências Marinhas e a Fundação Universitária de Las Palmas.

“Desde 1992 foram marcadas mais de cinco mil fêmeas numa área que compreende 5 a 10 km de costa”, diz. Na tradição local, estão enraizadas as capturas ilegais de aves e tartarugas, [1] que persistem devido à débil fiscalização. Mas os novos projectos podem provocar danos mais persistentes.

As praias e ilhéus da Boa Vista acolhem ainda aves emblemáticas, como o alcatraz-pardo [2] ou a Calonectris edwardsii, [3] uma espécie endémica. Pedro López acompanha também estas populações, identificando problemas de conservação.

António Sá
in “National Geographic Portugal”, nº 72, Março 2007

notas:
[1] “… não há palavras para descrever o acto de barbárie que é a matança das tartarugas, um dos piores que já me foi dado ver, se não o pior.”, diz Fernando Peixeiro, jornalista em Cabo Verde. Quem não for impressionável pode ler o relato no


Atlantico expresso

[2] Sula leucogaster

[3] Cagrra-de-cabo-verde


admário costa lindo

3.4.07

Ecologia dia-a-dia

Março
21- Dia Mundial da Floresta
22 - Dia Mundial da Água

Abril
7 - Dia Mundial da Saúde
22 - Dia Mundial da Terra

Maio
22 - Dia Internacional da Biodiversidade
31 - Dia Mundial do Não-Fumador

Junho
5 - Dia Mundial do Ambiente
17 - Dia Mundial do Combate à Seca e Desertificação

Setembro
16 - Dia Internacional da Protecção da Camada de Ozono

Outubro
4 - Dia Mundial do Animal
16 - Dia Mundial da Alimentação
24 - Dia Mundial da Informação sobre o Desenvolvimento

Novembro
6 - Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Ambiente em Tempo de Guerra e Conflito Armado
10 - Dia Mundial da Ciência ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento
16 – Dia Nacional do Mar (Portugal)

Dezembro
11 - Dia Internacional das Montanhas


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29.3.07

O que é a CITES


A CITES (Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora - Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção), também conhecida por Convenção de Washington, é um acordo multilateral assinado em Washington, E.U.A., a 3 de Março de 1973 que agrupa um grande número de Estados.

Este Acordo tem como objectivo assegurar que o comércio de animais e plantas selvagens e produtos deles derivados não ponha em risco a sobrevivência das espécies nem constitua um perigo para a manutenção da biodiversidade.

A Comunidade Europeia (CE) transpôs para a legislação interna, o tratado da Convenção pelo Regulamento (CE) 338/97, de 26 de Maio.

As espécies contempladas na CITES estão inscritas em três anexos, de acordo com o grau de protecção:

Anexo I
Lista espécies que são as mais ameaçadas entre os animais e plantas protegidos pela CITES. Estão ameaçados de extinção e é proibida a sua comercialização internacional. Contudo a comercialização pode ser permitida sob circunstâncias excepcionais, como seja a utilização para fins de pesquisa científica. Corresponde ao Anexo A do Regulamento da CE.

Anexo II
Lista espécies que não estando, momentaneamente, ameaçadas de extinção, podem vir a está-lo e por isso são fortemente controladas, evitando-se uma comercialização não compatível com a sua sobrevivência. Corresponde ao Anexo B do Regulamento da CE.

Anexo III
Lista espécies incluídas a pedido de uma das Partes, que regulamenta o comércio de espécies e necessita da cooperação de seus parceiros a fim de prevenir a insustentabilidade ou a exploração ilegal. Corresponde Ao anexo C do Regulamento da CE.

A CE acrescentou, na transposição da Convenção para a regulamentação interna, um quarto anexo:

Anexo D – que lista espécies que, apesar de não possuírem estatuto de protecção especial, são alvo de um volume de importações comunitárias que justifica uma vigilância apertada.

Desde que o CITES entrou em vigor, em 1975, não houve qualquer notificação de extinção, devida ao comércio internacional, de qualquer das cerca de 30.000 espécies protegidas.

Em Portugal são Autoridades Administrativas e Científicas da Convenção:

- o ICN – Instituto da Conservação da Natureza, no território continental;

- a Direcção Regional do Ambiente, na Região Autónoma dos Açores;

- o Parque Natural da Madeira, na Região Autónoma da Madeira.


admário costa lindo


26.8.06

Amazónia: o que podes fazer

Embora a Amazónia possa parecer longínqua demais, estamos intimamente ligados a ela pelos nossos actos. Afortunadamente podemos ser importantes e ajudar a conservá-la fazendo as escolhas certas na nossa vida diária. Ameaças ao número incrível de espécies de plantas e animais são, em grande escala, o resultado da procura consumista por produtos florestais.


Comprar com inteligência e diminuir a procura

pode ajudar a preservar a Amazónia
WWF-Canon / André BÄRTSCHI

Tornando-nos consumidores inteligentes, podemos ajudar a reduzir a pressão humana sobre a floresta e a bacia hidrográfica e, neste processo, cada um de nós pode ajudar a Amazónia a continuar rumorejante, zumbidora, e exuberante de vida.

Reduz a utilização

Uma das formas mais fáceis e efectivas de diminuir a procura de produtos florestais é cada um de nós reduzir a quantidade de papel utilizado no dia-a-dia. Imprime em ambas as faces da folha de papel, recicla e encoraja outros a fazê-lo.

Compra produtos sustentáveis

Procura o logótipo do FSC (Forest Stewardship Council) (1) na aquisição de madeira e produtos de papel – do papel higiénico ao material para assoalhar. O símbolo certifica que o produto veio de uma companhia que se comprometeu a gerir as florestas de forma a ajudar a proteger a biodiversidade e respeitar os direitos das populações indígenas. Também podes comprar produtos reciclados.

Procura produtos que não requeiram a destruição do habitat

Há alternativas a muitos dos produtos florestais que compramos, como a castanha-do-pará (2) e o café e que não dependem da destruição do habitat da floresta. As populações locais que mantêm a integridade ecológica das florestas são frequentemente ajudadas através da venda desses produtos.

Adquire o animal de estimação certo

Os animais domesticados tornam-se geralmente os melhores animais de estimação. Mas se comprares uma espécie exótica, como um papagaio, peixe ou lagarto, certifica-te que resultou de reprodução em cativeiro. Muitos animais selvagens saem da Amazónia sem pagar direitos com o fito de serem vendidos como animais de estimação nos Estados Unidos da América e na Europa, e a larga maioria desses animais morre durante o processo de contrabando.
É importante saber de onde os animais exóticos vieram e procurar uma loja que te forneça certificado ou prova da origem do animal. Muitos lugares da bacia do rio Amazonas estão a desenvolver sistemas de certificação que contribuem para as economias locais ao mesmo tempo que protegem os recursos piscícolas naturais.

Sê um turista inteligente

O turismo em regiões selvagens, como as florestas da bacia do Amazonas (3), podem por vezes provocar danos no meio natural. Antes da tua próxima viagem faz algumas pesquisas e escolhe os operadores que ajudem a proteger a biodiversidade, criando incentivos para a sua preservação.
Excursões organizadas e recursos locais que sejam ecologicamente sensibilizadoras podem também incrementar a economia local, criando procura de alojamento, alimentação e guias locais ao mesmo tempo que minimizam o impacto sobre o ecossistema local.
http://www.worldwildlife.org/wildplaces/amazon/you_do.cfm ac. 25.08.2006

tradução e adaptação de Admário Costa Lindo



notas

(1)


O FSC (Forest Stewardship Council) é uma organização internacional que produz um sistema e uma etiqueta de produto para promover o manejo responsável das florestas do mundo.

É uma organização não lucrativa que congrega distintos grupos de pessoas que participam na solução dos problemas criados pelas más práticas florestais e recompensa o seu bom manuseamento.

Nos últimos 10 anos 50 milhões de hectares em 60 países foram certificados de acordo com os padrões do FSC ao mesmo tempo que milhões de produtos foram produzidos usando madeira assim certificada. O FSC opera através de uma rede de iniciativas nacionais em mais de 34 países.

para saber mais sobre o FSC »»»

e o Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC Brasil) »»»

(2)
A castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil, a semente da castanheira-do-pará, Bertholletia excelsa, cultivada em toda a Amazónia, é considerada uma das maiores riquezas desta região. O seu alto valor económico deve-se ao aproveitamento das amêndoas (contendo cerca de 60 a 70% de lípidos e 15 a 20% de proteínas), para a alimentação humana e de animais domésticos, bem como a sua transformação em vários subprodutos.

4.7.06

Publicidade a negaças de Bufo-real


Catálogo publicita caça a aves protegidas


Uma revista de caça divulgou um catálogo que publicita chamarizes (negaças) para caçar espécies protegidas, como os bufos-reais, mas o anunciante diz que se tratou de um “erro de tradução”.

A denúncia partiu de dois deputados social-democratas que exigiram explicações ao Governo sobre esta matéria, num requerimento dirigido aos ministérios da Administração Interna, da Agricultura e do Ambiente.

No requerimento, os deputados Luís Carloto Marques e José Manuel Ribeiro (PSD) referem que um catálogo da «Kettner», distribuído através da revista «Calibre 12» traz informações sobre a comercialização de negaças com fins interditos por legislação nacional e comunitária.

Em causa estão, nomeadamente, duas negaças que imitam o bufo-real: um bufo-real “em plástico vibrante”, “indispensável para a caça” desta ave de rapina nocturna e um bufo-real em plástico “para eliminar os animais indesejáveis”.

“A negaça de bufo-real, foi utilizada para fins cinegéticos, nomeadamente para abate de outras rapinas, já que esta espécie tem a capacidade de gerar irritabilidade noutras aves de presa diurnas, que perante a sua presença tentam afastá-la, facto que origina a aproximação às negaças, sendo nesse momento abatidas a tiro”, explica o requerimento.

O responsável da «Kettner» declarou que se trata de um erro de tradução.

“O Primeiro de Janeiro”, 28.06.2006


Faz rir (ou chorar?) esta desculpa esfarrapada dos “especialistas” da caça.

Qual a parte que não entenderam: Bufo-real ou Bubo bubo?

No que concerne ao nome científico não pode haver erro, porque não há tradução. É assim, tal e qual, em qualquer parte do mundo.

É a maior das aves de rapina nocturnas, atinge 70 cm de altura e 170 cm de envergadura, é um super-predador natural, ocupa um habitat de montanha, com zonas florestadas e rochosas e está protegida:

1. Muito embora “não tenha sido quantificada a tendência da população global”, como refere a 2006 IUCN Red List of Threatened Species , “há uma evidência de declínio da população” destas aves, sendo estratagemas e actividades como esta uma das origens desse declínio.

Está incluída,

2. como quase todas as Strigiformes *, no Anexo II da CITES, o que equivale a dizer que não estando, momentaneamente, ameaçada de extinção, pode vir a está-lo e por isso a sua comercialização (e a caça, obviamente) é fortemente controlada.

Esperamos para ver o que irá acontecer.

Claramente, desculpas de erros de tradução não colam. Pelo menos para nós.

Estejamos alerta!

*
As espécies não incluídas no Anexo II são: Tyto soumagnei, Athene blewitti, Mimizuku gurneyi, Ninox novaeseelandiae undulata e Ninox squamipila natalis, listadas, mais drasticamente, no Anexo I.

admário costa lindo

crédito da imagem:
http://rapina.no.sapo.pt

2.7.06

Protecção do Meio Marinho


Nações Unidas apelam a medidas urgentes


As Nações Unidas apelaram a medidas urgentes para a conservação do meio marinho, alertando para os riscos da exploração humana dos oceanos que, segundo um relatório divulgado sexta-feira, está a atingir "níveis irreversíveis".

"Mais de 60 por cento do mundo marinho e da sua abundante biodiversidade, situada além dos limites da jurisdição nacional, encontra-se em situação de vulnerabilidade e enfrenta riscos crescentes. É urgente que os governos formulem directrizes, normas e medidas para resolver esta situação", afirmou Ibrahim Thiaw, Director Geral Interino da União para a Conservação da Natureza (UCN).

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) foi apresentado em Nova Iorque durante um encontro de especialistas e representantes governamentais para debater questões relacionadas com o direito marítimo.

O documento defende que as práticas adoptadas na conservação das águas costeiras devem ser adaptadas ao reino marinho e aplicadas aos oceanos profundos que escapam às linhas de jurisdição nacionais.

O director executivo do PNUA sublinhou que a capacidade humana para explorar oceanos profundos e o mar aberto se multiplicou rapidamente nos últimos anos.

Mais de 90 por cento da biomassa do planeta (o sustento da vida), encontra-se nos oceanos, mas o relatório lembra que a ciência só agora começa a compreender cabalmente a riqueza da vida, recursos naturais e ecossistemas que se escondem no mundo marinho. Menos de 10 por cento dos oceanos foram explorados e apenas uma milionésima parte do leito marítimo profundo foi sujeito a investigação, destacam os autores do estudo.

O documento refere também a maneira como a indústria pesqueira, a contaminação e outros problemas, como as alterações climáticas, afectam o mundo marinho.

Lusa/
http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20060618+-+Proteger+meio+marinho.htm ac. 18/06/06

21.6.06

António Paxi: ambientalista

Marinha de Guerra preocupada com delimitação da plataforma continental



O chefe do Estado-maior da Marinha de Guerra Angolana (MGA), almirante António Feliciano dos Santos "Paxi", manifestou-se hoje, em Luanda, preocupado com as questões ligadas ao direito do mar, à luz da convenção das Nações Unidas, na qual uma das questões é a delimitação da plataforma continental.

"Há muito que a MGA se tem debruçado sobre assuntos atinentes ao direito do mar, no quadro da convenção da ONU, sendo uma das principais preocupações a delimitação da sua plataforma continental, sob pena do nosso país perder os benefícios das riquezas contidas no fundo do mar, fora dos limites da zona marítima exclusiva", enfatizou o almirante Paxi.

O responsável máximo da Marinha de Guerra Angolana fez esta afirmação na Base Naval de Luanda, durante a cerimónia que marcou, hoje, a abertura das jornadas alusivas ao 30º aniversário da constituição deste ramo das Forças Armadas Angolanas (FAA), a assinalar-se a 10 de Julho próximo.

Argumentou que apesar desta questão não dizer respeito especificamente à MGA, é um assunto de grande interesse para os estudiosos das ciências náuticas, nas quais muitos dos quadros do ramo se inserem, sem descurar a relevante importância para toda a sociedade".

"Os aspectos ambientais, sobretudo os ligadas ao mar, preocupam-nos. As pessoas ligadas ao mar têm, de forma geral, maior sensibilidade para a preservação do meio marítimo, que proporciona alimento e riqueza, serve de via de intercâmbio de mercadorias e pessoas, além de proporcionar espaço de lazer a milhões de seres humanos", adiantou.

O almirante Paxi enunciou que, este ano, a direcção da MGA decidiu iniciar o programa comemorativo dos 30 anos com a abordagem de questões relacionadas as ciências ligadas ao mar.

Nesta perspectiva, a abertura das jornadas foi marcada fundamentalmente por duas conferências, dedicadas ao "Espaço marítimo de Angola e a plataforma continental" e ao "Ecossistema marinho e o seu desenvolvimento sustentável", respectivamente.

Na Base Naval de Luanda os responsáveis militares e convidados assistiram ainda a actividades de carácter desportivo e cultural, no âmbito do programa das jornadas.

A Marinha de Guerra Angolana foi proclamada à 10 de Julho de 1976, como órgão militar especializado para a defesa do espaço territorial fluvial angolano.

Angop 20.06.2006




Confesso-me surpreendido. Pela positiva, digo desde já. Não estou acostumado a sentir, por parte dos responsáveis pelo Ministério da Guerra, ou similares, preocupações ambientais. Aqui, em Portugal, não!

Por estas bandas esse Ministério preocupa-se mais com submarinos. Ou será que estou enganado e trata-se apenas de escafandros para caça submarina?

Não conheço o Senhor António “Paxi”, mas tiro-lhe o chapéu, se essas preocupações forem reais (cá estão as reticências! Não estamos habituados!).

admário costa lindo

19.6.06

Angola. Legislação Ambiental

Projecto sobre a biodiversidade publica livro sobre legislação ambiental


Um livro sobre legislação ambiental em Angola, incluindo legislação sobre biodiversidade está desde disponível no Ministério do Urbanismo e Ambiente.

Segundo o gestor do projecto de elaboração da Estratégia e Plano de Acção para a Biodiversidade (NBSAP), Vladimir Russo, a obra faz parte do programa e de uma colecção de livros sobre a biodiversidade marinha e terrestre em Angola.

Ela apresenta os pontos fortes e as debilidades do país em relação a legislação ambiental, coordenação institucional e sobre a situação de recursos humanos responsáveis pela gestão da biodiversidade.

Faz uma série de recomendações em relação a necessidade de uma implementação eficaz da legislação e políticas ambientais e sobre a necessidade da formação de quadros na área da gestão da biodiversidade.

Inclui uma análise sobre os principais acordos multilaterais de ambiente ratificados por Angola, bem como a legislação ambiental em vigor.

No prefácio da referida publicação, o ministro do Urbanismo e Ambiente, Sita José, indica que nos últimos anos "houve um esforço do Governo de Angola na adopção de um número significativo de diplomas legais concernentes ao acesso, exploração e uso sustentável dos recursos naturais importantes para o desenvolvimento de Angola".

As conclusões e recomendações contidas no livro são fruto de um trabalho de investigação decorrido durante o ano de 2005, tendo recaído sobre a legislação de vários sectores, nomeadamente terras, pescas, petróleos, recursos hídricos, ordenamento do território, urbanismo e gestão do ambiente e da biodiversidade.

O NBSAP é um projecto do Ministério do Urbanismo e Ambiente com o financiamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Fundo Mundial para o Ambiente (GEF) com o apoio da Agência Norueguesa para o Desenvolvimento Internacional (NORAD).

Angop 22.05.2006

18.6.06

Verde para as crianças




A vice-governadora da província do Namibe, Maria dos Anjos Maov, defendeu hoje, nesta cidade, a criação de espaços verdes e de lazer juntos aos estabelecimentos de ensino para proporcionar às crianças momentos de recreação e auto-didáctica.

A dirigente quando discursava no acto do encerramento da jornada da criança e da criança africana, que hoje se assinala, frisou ainda que os encarregados de educação e as direcções das escolas devem empenhar-se cada vez mais em proporcionar condições para os petizes estudarem e brincarem em ambiente salutar.

Aproveitou a ocasião para apelar às crianças e seus encarregados de educação para acatarem as medidas de prevenção contra a cólera, bem como enalteceu a necessidade de protegê-las das grandes endemias.

A escola primária 139, localizada na povoação do Kambongue, cinco quilómetros da sede da província do Namibe, albergou o acto provincial do dia da criança africana.

Angop 16.06.2006

[ imagem: crianças na praia do Namibe, pormenor, http://fotoangola.weblog.com.pt ]

7.6.06

"Tuga" Sem Memória




"Tuga" Sem Memória Deita Abaixo Árvore Centenária



Infelizmente, tenho a compartilhar convosco uma má notícia para todos aqueles que amam a sua terra de origem - Moçamedes - Namibe.

Um português, oriundo de Moçambique, o actual maior empresário da província do Namibe, exibindo uma riqueza e prosperidade que causam especulação por aqui, terá adquirido o terreno onde antes existiu a Papelaria Regina, da falecida Regina Trindade Peixoto. Esse terreno situa-se frente ao antigo anexo do Hotel Moçamedes que foi propriedade da família Bento, na esquina para a principal avenida da cidade.

Nesse terreno, como todos se lembrarão, existia um enorme pinheiro ou cedro, já centenário, que todos recordarão. Era um verdadeiro ex-libris da cidade, servindo inclusivamente de árvore de Natal.

O nosso português afortunado, entre outras coisas, tem aqui uma serração de madeira e com diligência que o bolso quente dá, lá achou que a árvore ficava melhor deitada abaixo e na sua serração. E deitou-a abaixo no final da passada semana. Vive aqui há seis ou sete anos. Memória não tem, amor à terra... também não... e o muito dinheiro que aparenta ter e cuja origem se desconhece deu-lhe a "força" e a "coragem" dos pesporrentes para deitar abaixo aquilo que, embora estando numa propriedade privada, era património colectivo de gerações e gerações que aqui nasceram, cresceram e morreram vendo imponente a "sua" árvore na avenida.

Ficámos todos mais pobres! Portugueses destes, com o seu mau exemplo, não fazem falta à nossa terra!

Mais não digo pois pode-me fugir a boca para mais verdades!

A palavra aos moçamedenses da diáspora!

Malai Mutin


in
SanzalAngola 23.4.2006
http://www.sanzalangola.com/forum/thread.php?threadid=13486&sid= ac. 06.07.2006

crédito da imagem: Manuela Lopes




6.6.06

Dia Mundial do Ambiente

5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente

1976 - criação do Parque Natural da Serra da Estrela, pelo Decreto-Lei 557/76

[ Campanula herminii na Serra da Estrela, foto de Jo Pinate ]

27.5.06

Voluntariado Jovem para as Florestas

Voluntariado Jovem para as Florestas
- inscrições abertas -
Até 31 de Agosto, os jovens dos 18 aos 30 anos podem inscrever-se e colaborar na defesa da floresta

O que é
O Programa Voluntariado Jovem para as Florestas pretende, com a ajuda dos jovens, preservar a floresta portuguesa, através de acções de limpeza, vigilância e sensibilização das populações para a importância defesa dos recursos florestais e dos ecossistemas.

O programa, que teve início em 2005, é uma iniciativa do Instituto Português da Juventude, da Direcção Geral dos Recursos Florestais e do Instituto da Conservação da Natureza e conta com o apoio de algumas entidades privadas.

Inscrições
O programa dura de 1 de Junho a 30 de Setembro; as inscrições podem ser feitas até 31 de Agosto nas delegações regionais do IPJ, câmaras municipais, juntas de freguesia e em alguns grupos associativos e juvenis locais promotores desta iniciativa.

Os jovens inscritos têm direito a um seguro de acidentes pessoais e recebem, pelo seu trabalho voluntário, uma bolsa diária de 12 euros. Durante quinze dias, cada jovem deverá trabalhar um turno diário de 5h30.

Mais informação disponível no site do IPJ

11.5.06

As Valas de Luanda





LUANDA, 2006

[ CLIQUE NAS FOTOS PARA AUMENTAR ]


No dia a seguir à enxurrada de 3 de Abril de 2006, como era feriado, saí e andei pelas valas e praias da Samba, Corimba e Mussulo.A situação é catastrófica. Estamos em presença de um Crime Ambiental de alto grau. Temos que divulgar e convencer a quem de direito para uma acção rápida e urgente.As valas estão a transportar o lixo de milhões de pessoas que vivem em bairros sem Saneamento Básico. Ou seja lixo sem qualquer tipo de tratamento.O lixo no mar e praias vai custar caro a toda a comunidade de Luanda pela perda do nosso potencial estético e turístico, qualidade da água do mar e das praias, custos envolvidos na limpeza pública e doenças associadas ao lixo. O lixo no mar estraga as embarcações (recreio e pesca), mata os peixes e dificulta a pesca. A ingestão de lixo por peixes provoca inanição, sufocação, infecções internas, morte.


O objectivo desta "reportagem" fotográfica é despertar mais uma vez a sociedade para os problemas que o lixo transportado pelas valas da Corimba estão a causar no ambiente marinho, no que diz respeito ao impacto ambiental e sócio-económico. As valas devem existir para a drenagem pluvial e não para o transporte de todo o lixo orgânico e inorgânico dos bairros da cidade de Luanda. Estas valas aumentaram e facilitaram o fluxo de lixo para a nossa costa litoral.


Toda a Baía do Mussulo, as praias de Benfica, Corimba, Samba, da contra costa do Mussulo, da Chicala e até da Ilha de Luanda estão a ser afectadas pela grande quantidade de lixo que está a ser descarregado no mar.





autor desconhecido

mensagem recebida por correio electrónico

6.5.06

O que é a IUCN





A IUCN


Criada em 1948, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN - International Union for Conservation of Nature and Natural Resouces) reúne 81 Estados, 113 agências governamentais, mais de 850 ONG (organizações não-governamentais) e cerca de 10.000 especialistas e técnicos de mais de 180 países, numa associação mundial de carácter único. Como União, a União procura influenciar, alertar e ajudar os povos de todo o mundo a conservar a integridade e a diversidade da Natureza e assegurar que o uso dos recursos naturais seja equitativo e ecologicamente sustentável. A União é a maior rede mundial de conhecimento ambiental e já ajudou mais de 75 países a preparar e implantar estratégias nacionais de conservação da diversidade biológica.

A IUCN é uma organização multicultural e multilingue com 1.000 funcionários estabelecidos em 62 países. Tem a sua sede em Gland, Suiça.

A Comissão de Sobrevivência das Espécies e o Programa das Espécies

A Comissão de Sobrevivência das Espécies (CSE) é a maior das seis comissões da IUCN - formadas por voluntários - e integra 7.000 especialistas. A CSE assessora a IUCN e os seus membros sobre a grande variedade de aspectos técnicos e científicos da conservação das espécies e dedica-se a assegurar o futuro da diversidade biológica. A CSE contribui significativamente para os convénios internacionais que se ocupam da conservação da biodiversidade.

O Programa das Espécies da IUCN apoia as actividades da CSE e os Grupos de Especialistas individuais, além de pôr em prática iniciativas mundiais de conservação das espécies. É parte integrante da Secretaria da IUCN e conduz a sua acção a partir da sede internacional da IUCN em Gland, na Suiça. O Programa das Espécies inclui várias unidades técnicas que abarcam o Comércio da vida selvagem, a Lista Vermelha, Avaliações da biodiversidade da água doce (sediadas em Cambridge, Reino Unido) e a Iniciativa de avaliação da biodiversidade mundial (sediada em Washington DC, E.U.A.).

A Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas *

A Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da IUCN classifica as espécies de acordo com o seu risco de extinção . É uma base de dados onde se pode encontrar informação acerca do estado mundial e outros dados de referência sobre cerca de 40.000 espécies. O seu principal objectivo é identificar e documentar as espécies cuja conservação requer maior atenção e oferece um índice do estado da diversidade biológica.

Desconhece-se o número total de espécies do planeta; os cálculos variam entre 10 e 100 milhões, sendo 15 milhões de espécies o número em geral mais aceite. Actualmente conhecem-se 1,7 a 1,8 milhões de espécies.

O homem, directa ou indirectamente, é o principal causador de grande parte da diminuição das espécies. A destruição e degradação do habitat continua a ser a principal causa da diminuição das espécies, juntamente com as consabidas ameaças das espécies invasoras introduzidas, a colheita insustentável, a caça excessiva, a contaminação e as doenças. As alterações climáticas são consideradas cada vez mais como una ameaça séria.

A cada quatro anos produzem-se análises importantes da Lista Vermelha ; como as produzidas em 1996, 2000 e 2004. A Lista de 2006 foi publicada a 4 do mês corrente.

Todas as actualizações da Lista Vermelha da IUCN contribuem para a avaliação da biodiversidade à escala mundial. Trabalha-se para reavaliar o estado de todos os mamíferos (aproximadamente 6.000 espécies) e aves (aproximadamente 10.000 espécies) e para avaliar pela primeira vez todos os répteis (aproximadamente 8.000 espécies) e peixes de água doce (aproximadamente 10.000 espécies). A primeira avaliação mundial de todos os anfíbios (aproximadamente 5.000 espécies) completou-se em 2004.

A Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da IUCN é um esforço conjunto da IUCN e da sua Comissão de Sobrevivência das Espécies, BirdLife International, Centro para a Ciência da Biodiversidade Aplicada da Conservação Internacional, NatureServe e Sociedade Zoológica de Londres.


(compilado do sítio web da IUCN)

4.5.06

Legenda


E – Endémico
i – Introduzido
N – Nidificante; permanece na região apenas durante o período de nidificação
nN – Não-nidificante; permanece na região mas o local de nidificação situa-se fora da região
M – Migratório
O – Visitante incidental, podendo ser esperado ocasionalmente
P – Presente; o estado de estadia e nidificação são desconhecidos
p – País
R – Residente permanente
r - região

CITES I, CITES II, CITES III – Anexos I, II e III da CITES
CITES ( I ) … - populações de Angola excluídas do anexo referido

categorias IUCN da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas (Red List of Threatened Species)

… a propósito da lista siga esta hiperligação …

CR (Critically endangered) - Perigosamente ameaçado
DD (Data deficient) – Informação insuficiente
EN (Endangered) – Ameaçado
EW (Extinct in the wild) – Extinto em estado selvagem; sobrevive em cativeiro
EX – Extinto

[ 1994 Categories & Criteria (version 2.3) ]:
LR (Lower risk) – Baixo risco - não satisfaz nenhum dos critérios CR, EN e VU. Pode ser dividida em 3 categorias:
cd (Conservation Dependent) – Dependente de Conservação - taxa alvo de um programa específico cuja suspensão poderá resultar na sua classificação numa das categorias de ameaça, dentro de um período de cinco anos.
nt (Near Threatened ) – Quase ameaçado - não classificado como cd, mas que está perto de ser classificado VU.
lc (Least Concern) – Baixa Preocupação - não classificado como cd ou nt.


[ 2001 Categories & Criteria (version 3.1) ]:
LC (Least concern) – Baixa preocupação - não satisfaz nenhum dos critérios CR, EN e VU e NT.
Estas categorias são uma mera indicação. Pode dizer-se que as espécies assim classificadas não fazem parte da Lista Vermelha.
NE (Not evaluated) – Não avaliado
NT (Near threatened) – Quase ameaçado.
VU (Vulnerable) – Vulnerável
NL – Não listado pela IUCN (categoria da responsabilidade do editor)


última revisão: 4.06.2006

29.3.06

Reserva Natural do Luando


Localização: Angola, províncias de Malanje e Bié.

Inicialmente estabelecida como reserva de caça em 16.04.1938, foi elevada à condição de Reserva Natural Integral em 11.12.1957

Área:
8.280 Km2

Limites Geográficos:
10 14’ a 11 c56’ Latitude Sul.
16 26’ a 18 04’ Longitude Este.

Limites Naturais:
N e E: rio Luando até ao limite S da Província
S: limites da Província entre os rios Cuanza e Luando
W: rio Cuanza até ao rio Luando

Caracterização:
A pluviosidade média anual é de 1350 mm e a temperatura ronda os 21,5° C;
a Reserva é dominada por dois tipos de vegetação: a floresta aberta e a savana com árvores e arbustos.

Fauna característica:

[ saber mais sobre a CITES]

Palanca-real, palanca-negra, ou palanca-preta-gigante, Hippotragus níger variani > Anexo I da CITES. (vd. Parque Nacional de Cangandala)
Songue, Kobus leche > Anexo II da CITES
Inhala, Tragelaphus spekii > Anexo III da CITES (populações de Angola excluídas)

a Reserva é conhecida como um paraíso de aves, dada a enorme variedade existente.


admário costa lindo

Parque Nacional de Cangandala

Localização: Angola, província de Malanje

A existência deste Parque é devida à necessidade de preservação da Palanca-real.
Estabelecido inicialmente como Reserva Natural Integral, em 25.05.1963, foi classificado como Parque Nacional em 25.06.1970.


Área
:
630 Km2

Limites Geográficos:
9 09’ a 10 02’ Latitude Sul
16 34’ a 16 52’ Longitude Este

Limites Naturais:
N e NE: rios Camifundi, Cuije e Caculo
S: rios Maubi, Candua e Camifundi
E e SW: rios Calulo e Cuije; Dumba Kicala; Picada Calamungia; Dumba Kicala; Maubi Calongo até aos rios Cuque e Lussa.

Caracterização:
O Parque apresenta uma pluviosidade média anual de 1.350mm e a temperatura ronda os 21,5º C;
prevalece a savana seca e a floresta aberta;
devido à escassez relativa de cursos de água permanentes, a vida selvagem desenvolve-se em volta das lagoas e charcos que se formam durante a época das chuvas.

Fauna característica:

[ saber mais sobre a CITES]

Palanca-real, palanca-negra, ou palanca-preta-gigante, Hippotragus níger variani > Anexo I da CITES.


admário costa lindo

24.3.06

"Viva la Muerte"

"Uma hora diária de blogosfera é tão útil para a saúde intelectual como o exercício físico para a saúde do corpo, e deveria fazer parte das prescrições da medicina, senão da cidadania. Num dos blogues da minha lista de "favoritos", fui agora educadamente "acusado", a propósito de uma destas crónicas, de não saber nada de "artes tauromáquicas". Não sei. É mesmo uma das ignorâncias de que me orgulho, pois tão importante como aquilo que sabemos é aquilo que não sabemos. Não tenho, de facto, qualquer curiosidade acerca do indigno prazer, ainda por cima "artístico", obtido por conta do sofrimento alheio, no caso o de um animal como nós (talvez só um pouco mais corajoso e mais leal). "Que no quiero verla!", nem o sangue de Ignacio, "el bien nacido", nem o do touro”.

Manuel António Pina, Por Outras Palavras, Jornal de Notícias, 24.03.2006

No "Angola Haria" não haverá página para essas "artes" porque também eu sou um ignorante nessa matéria.

admário costa lindo

23.3.06

Reserva Parcial do Namibe


Localização: Angola, província do Namibe

Em 12.06.1957 foi-lhe estabelecido o regime de Reserva Parcial por período limitado, até 31-12-1959. Em 1960 foi classificada como Reserva Parcial.

Área: 4.450 Km2

Limites Geográficos:
15’ 09’’ a 16’ 16’’ Latitude Sul
12’ 01’’ a 12’ 44’’ Longitude Este

Limites Naturais:
N: Rios Bero e Cubal até ao rio Muol.
E: Rios Atchinque e Fingue até ao rio Curoca.
W: Linha da costa entre a foz dos rios Bero e Curoca.

Caracterização:
É uma área desértica, com enormes dunas de areia e escarpas montanhosas, com temperaturas que rondam os 20-30° C. A pluviosidade é escassa permitindo apenas a sobrevivência de espécies adaptadas ao deserto, sobressaindo a Welwitschia mirabilis.

A Reserva Parcial do Namibe e o Parque Nacional do Iona situam-se num território contínuo (Província do Namibe), são contíguos, partilham os mesmos ecossistemas (planície desértica, dunas, costa atlântica e Rio Curoca), apresentam os mesmos factores abióticos (grandes variações térmicas, fraca pluviosidade, os ventos ou garroa, a baixa altitude, as correntes e marés e a influência da corrente fria de Benguela) e sofrem a influência dos mesmos factores bióticos.
Pergunta-se: porquê, então, a sua existência em separado?
Resposta: apenas por motivos venatórios. Basta atentar nas designações inicias destas zonas protegidas.
Na génese da criação dos vários Parques e Reservas naturais, em Angola, sempre esteve a necessidade, compartilhada por governantes e classes abastadas, de existência de coutadas de caça. Era a forma de as populações locais não concorrerem com essa espécie de desporto. Chamaram-lhes Parques ou Reservas mas a Conservação nunca foi uma preocupação primeira dos seus criadores. Ainda hoje assim acontece, muito embora as mentalidades se modifiquem a pouco e pouco, comprovadamente por força de pressões de forças externas (as associações conservacionistas nacionais e internacionais) ou da própria Natureza (necessidade de reposição, tanto quanto possível, daquilo que o homem destruiu). Voltaremos a focar esta questão quando tratarmos do Parque Nacional da Quissama.

Sou de opinião que Angola e Namíbia já deveriam ter apresentado, à UNESCO, uma proposta conjunta no sentido da classificação da Welwitschia mirabilis e seu habitat como PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE.


admário costa lindo

última revisão: 4.05.2006

Parque Nacional do Iona


Localização: Angola, província do Namibe

Estabelecido inicialmente como Parque Nacional de Caça, em 2.10.1937, passou a designar-se Parque Nacional do Iona em 26.12.1964.

Área: com 15.150 Km2, é o maior dos Parques Nacionais de Angola.

Limites Geográficos:
15 44’ a 17 16’ Latitude Sul
11 44’ a 13 14’ Longitude Este

Limites Naturais:
N: Rio Curoca.
S: Rio Cunene.
E: Rio dos Elefantes.
W: Linha da costa entre os rios Curoca e Cunene.

Caracterização:
A altitude do parque varia entre o nível do mar, junto à costa, e os 800m nos montes Tchamalinde, no Posto do Iona.
Na zona costeira predominam as dunas activas, com alguma flora herbácea e arbustiva; a zona central é dominada pela planície aberta, com vegetação característica da anhara, herbáceas vivazes, xerófitas e savana de arbustos rasteiros; nos substratos de cascalho solto e fino do deserto do Namibe encontra a Welwitschia mirabilis o seu habitat natural.
A temperatura oscila entre os 20 e os 30º C. com grandes variações térmicas.
A pluviosidade média anual varia entre os 100 e os 500mm, aumentando da costa para o interior e atingindo o seu máximo na fronteira oriental. Possui trinta e uma fontes naturais, oito das quais fornecem água permanente.
O parque alberga mais de uma centena e meia de espécies de aves. As baías costeiras, bem como os rios Curoca e Cunene, favorecem a existência de uma avifauna aquática muito rica: mais de meia centena de espécies existentes representam cerca de 40% da totalidade das espécies aquáticas do país.
O Parque Nacional do Iona é de grande importância conservacionista estratégica: o seu território, juntamente com o Parque da Costa dos Esqueletos e o Parque Nacional Namib-Naukluft, na Namíbia, constituem um bloco contínuo de 1.200 km de costa atlântica. A sua importância torna-se ainda mais evidente se lhe adicionarmos a área da Reserva Parcial do Namibe.
A caça desregrada praticada pelas populações famintas, mas também por oportunistas caçadores de troféus, consentida pela situação de guerra civil prolongada a que o país esteve submetido, provocou graves danos ao Parque, alguns deles irreparáveis. Não existem dados concretos actualizados sobre a biodiversidade e o estado de conservação, nomeadamente no que se refere ao rinoceronte-preto, havendo rumores de que este mamífero tenha sido dizimado, bem como outra fauna do parque.


Fauna e Flora características *
[ » Legendas ]

FLORA
Acácia, espinheiro(a), mungonde: Acacia etebaica; Acacia robynsiana – LR; Faidherbia albida syn. Acacia albida [ 1 2 3 ] Capim-maçaroca, Aristida spp. – NL Casuarina, Casuarina spp. - i – NL Capim-dos-bosquímanos, Stipagrostis spp. – NL Cedro-salgado, Tamarix spp. - NL Imbondeiro, ~bondo, Adansonia digitata – NL Mirra, Commiphora spp. – NL Mopane, [ 1 2 ] Colophospermum mopane - NL Muriangombe, árvore-de-contas, [ 1 2 ] Maerua angolensis = Moerua a. syn. Maerua arenicola - NL Welwitschia, tombwa (tumboa), Welwitschia mirabilis - NL - CITES II

FAUNA

Aves

Abetarda-de-ludwig, Neotis ludwigii - R - LC - CITES II Abetarda-de-rüppell, Eupodotis rueppellii - R - LC - CITES II Abutre-de-cabeça-branca, Trigonoceps occipitalis syn. Aegypius o. - R – LC - CITES II Abutre-real, Torgos tracheliotus syn. Aegypius t. - R - VU - CITES II Águia-fulva, Aquila rapax - P - LC - CITES II Águia-marcial, Polemaetus bellicosus - P - LC - CITES II Águia-preta, Aquila verreauxii - P - LC - CITES II Alcaravão-do-cabo, Burhinus capensis - P - LC Alcatraz-do-cabo, Morus capensis syn. Sula c. - nN - VU Alcatraz-pardo, Sula leucogaster - P - LC Alfaneque, Falco biarmicus - P - LC - CITES II Andorinha-de-angola, Hirundo angolensis - Ep Pr - LC Andorinhão-de-bradfield, Apus bradfieldi - R - LC Andorinhão-das-barreiras, Apus horus toulsoni - N - LC Avestruz, [ 1 2 ] Struthio camelus - R - LC - CITES ( I ) Bicos-de-lacre: Bico-de-lacre-cinzento-de-angola, Estrilda thomensis - E - NT, Bico-de-lacre-comum, Estrilda astrild angolensis - E - NT - CITES ( III ) Calau-de-monteiro, Tockus monteiri - R - LC Capota, Numida meleagris - R - LC Cegonha-preta, Ciconia nigra - P - LC - CITES II Chasco-dos-hereros, Namibornis herero - E - LC Chasco-do-karoo, Cercomela schlegelii - R - LC Chasco-pálido, Cercomela tractrac - R - LC Corredor-de-burchell, Cursorius rufus - P - LC Corredor-de-duas-golas, Rhinoptilus africanus syn. Cursorius a., Smutsornis a. - P - LC Corredor-de-temminck, Cursorius temminckii - R - LC Coruja-do-capim, Tyto capensis syn. T. longimembris - R - LC - CITES II Coruja-das-torres, Tyto alba - P - LC Corvo-do-cabo, Corvus capensis - P - LC Corvo-comum, Corvus corax - R - LC Corvo-malhado, Corvus albus - P - LC Corvo-marinho-africano, Phalacrocorax africanus - R - LC Corvo-marinho-dos-baixios, Phalacrocorax neglectus - P – EN Corvo-marinho-do-cabo, Phalacrocorax capensis - P - NT Corvo-marinho-coroado, Phalacrocorax coronatus - P - NT Corvo-marinho-de-faces-brancas, Phalacrocorax carbo syn. P. lucidus - R - LC Cotovia-das-dunas, Certhilauda erythrochlamys syn. Calendulauda e., Certhilauda (Calendulauda) barlowi - R - LC Cotovia-da-namíbia, Ammomanes grayi syn. Ammomanopsis g. - R - LC Cotovia-de-stark, Eremalauda starki syn. Spizocorys s. - R - LC Estorninho-de-asa-pálida, Onychognathus nabouroup - P - LC Felosa-barrada, Camaroptera fasciolata syn. Calamonastes fasciolatus - R - LC Flamingo-comum, Phoenicopterus ruber syn. P. roseus, Phoeniconaias r., Phoenicoparrus r. - N - LC - CITES II Flamingo-pequeno, Phoenicopterus minor syn. Phoeniconaias m., Phoenicoparrus m. - R - NT - CITES II Francolim-de-hartlaub, Francolinus hartlaubi syn. Pternistis h. - R - LC Fragata-de-ascensão, Fregata aquila - P - VU Fuinha-do-deserto, Cisticola aridulus - P - LC Gaivina-árctica, Sterna paradisaea - M - LC Gaivina-de-asa-branca, Chlidonias leucopterus - P - LC Gaivina-de-bico-amarelo, Sterna bergii syn. Thalasseus b. - M - LC Gaivina-de-bico-preto, Sterna nilotica syn. Gelochelidon n. - nN - LC Gaivina-de-bico-vermelho, Sterna caspia syn. Hydroprogne c. - M - LC Gaivina-comum, Sterna hirundo - nN - LC Gaivina-da-damaralândia, Sterna balaenarum - N - NT Gaivina-de-faces-pretas, Chlidonias hybrida - M - LC Gaivina-de-kerguelen, Sterna virgata - M - NT Gaivina-pequena, Sterna albifrons - M - LC Gaivina-preta, Chlidonias niger - M - LC Gaivota-de-asa-escura, Larus fuscus - M - LC Gaivota-de-cabeça-cinzenta, Larus cirrocephalus - P - LC Gaivota-dominicana, Larus dominicanus syn. L. vetula - M - LC Gaivota-de-hartlaub, Larus hartlaubii - P - LC Gaivota-pequena, Larus minutus - M - LC Gaivota-de-sabine, Larus sabini, syn. Xema s. - M - LC Garajau-comum, Sterna sandvicensis syn. Thalasseus s. - M - LC Garajau-real, Sterna maxima syn. Thalasseus maximus - P - LC Grifo-de-dorso-branco, Gyps africanus - P - LC - CITES II Guincho, Larus ridibundus - M - LC Inseparáveis-de-angola, Agapornis roseicollis catumbella syn. Psittacula r. - Ep Pr - LC Jabiru-africano, Ephippiorhynchus senegalensis syn. Mycteria s. - P - LC - CITES ( III) Marabu-africano, Leptoptilos crumeniferus - P - LC - CITES ( III ) Marreca-de-bico-vermelho, Anas erythrorhyncha - P - LC Marreco-do-cabo, Anas capensis - P - LC - CITES ( III ) Melro-das-rochas-de-dedos-curtos, Monticola brevipes syn. M. pretoriae - P - LC Mergulhão-serpente, Anhinga rufa - R - LC Mocho-barrado, Glaucidium capense - P - LC - CITES II Noitibó-do-natal, Caprimulgus natalensis syn. C. ngamiense, C. scheffleri - P - LC Ostraceiro-preto-africano, Haematopus moquini - P - NT Papagaio-de-rüppell, Poicephalus rueppellii - R - LC - CITES II Pato-de-bico-amarelo, Anas undulata - nN - LC Pato-de-crista, Sarkidiornis melanotos - P - LC - CITES II Pato-preto-africano, Anas sparsa - nN - LC Pelicano-branco, Pelecanus onocrotalus - P - LC Pelicano-cinzento, Pelecanus rufescens - P - LC Peneireiro-de-olho-branco, Falco rupicoloides - P - LC - CITES II Peneireiro-das-torres, Falco naumanni - M - VU - CITES II Picanço-palrador, Lanioturdus torquatus - P - LC Pinguim-do-cabo, Spheniscus demersus - nN - VU - CITES II Rabijunco-de-bico-amarelo, Phaethon lepturus - R - LC Rola-do-cabo, Streptopelia capicola - P - LC Rola-rabilonga, Oena capensis - P - LC - CITES ( III ) Rouxinol-do-mato-do-kalahari, Erythropygia paena syn. Cercotrichas p. - R - LC Salta-pedras, Achaetops pycnopygius syn. Chaetops p. - R - LC Sarro-africano, Netta erythrophthalma - P - LC Secretário, Sagittarius serpentarius - P - LC Tartaranhão-pálido, Circus macrourus - P - NT - CITES II Zaragateiro-de-faces-nuas, Turdoides gymnogenys - R - LC.

Mamíferos
Bambis:** Bambi-comum, Sylvicapra grimmia– LR/lc´, Bambi-de-fronte-negra, Cephalophus Nigrifrons – LR/nt Cabra-de-leque, Antidorcas marsupialis angolensis - LR/cd Caxine, Madoqua kirkii - LR/lc Chacal-listrado, Canis adustus - LC Chacal-de-dorso-negro, Canis mesomelas - LC Chita, Acinonyx jubatus - VU - CITES I Conca, Oreotragus oreotragus - LR/cd Dromedário, Camelus dromedarius - i Elefante-africano, Loxodonta africana - VU - CITES I Gineta-angolana, Fimba, Genetta angolensis- LR/lc Guelengue, Oryx gazella blainei - LR/cd Gulungo, Tragelaphus scriptus - LR/lc Gunga, Taurotragus oryx syn. Tragelaphus o. - LR/cd Hiena-listada, Hyaena brunnea syn. Hyaena hyaena - LR/nt Hiena-malhada, Hyaena crocuta syn. Crocuta c. - LR/cd Impala, Aepyceros melampus - LR/cd Javali-africano, Phacochoerus africanus - LR/lc Leão, Panthera leo - VU - CITES II Leopardo, Panthera pardus - LC - CITES I Lince-do-deserto, Caracal caracal syn. Lynx c. - LC - CITES II Mabeco, Lycaon pictus - EN Pacassa, Syncerus caffer - LR/cd Rinoceronte-preto, Diceros bicornis - CR - CITES I Suricata, Suricata suricatta - LR/lc Olongo, Tragelaphus strepsiceros - LR/cd Pangolim-do-cabo, Manis temminckii - LR/nt - CITES II Punja, Raphicerus campestris - LR/lc Quaga***, Equus quagga - EX Raposa-do-cabo, Vulpes chama - LC Sexa, Cephalophus monticola - LR/lc - CITES II Urso-formigueiro, Orycteropus afer - LC Zebra-da-montanha, Equus zebra hartmannae - EN - CITES II Zebra-da-planície, Equus burchelli antiquorum - LC

* Nesta lista não está contemplada a fauna marinha, uma vez que as águas oceânicas não estão incluídas no Parque. Por outro lado aparecem aqui várias espécies de aves que pouco são vistas em terra, uma vez que permanecem no mar alto a maior parte da sua vida. Servem-se da costa para poiso e nidificação (algumas, visto que outras nidificam fora da região) pelo que são inseridas na listagem.

** Não confundir com o bambi de Walt Disney, na verdade uma cria de veado-da-virgínia, Odocoileus virginianus.

*** O burro-do-mato, nome que a população local dava à quaga, foi considerado como extinto em 1896. No entanto há quem garanta, localmente, que era ainda visto nas margens do Cunene para além de meados do século passado.

admário costa lindo


última revisão: 6.02.2007

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Fontes taxonómicas e outras

[ » Bibliografia]

African Bird Club
BirdLife International
CITES
Estermann, Pde Carlos (3)
ITIS
IUCN 2006
Nature World Wide
Welwitsch, Frederico (1) .